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O que é economia de vingança?

Ao longo dos anos, após momentos cujo a população foi privada de sua liberdade por um certo período, acontece um fenômeno social chamado de "Economia da vingança". Entenda como esse evento impacta na vida das empresas e consumidores.


Nesses últimos dois anos, devido as complicações da pandemia de Covid-19, as pessoas deixaram de fazer compras, seja por receio da crise econômica que vivemos ou pelo medo da exposição ao vírus.


Ainda que o volume de compras online tenha crescido bastante nesse período, estudos estimam que as pessoas pouparam mais de US $1,5 trilhão, gastando apenas com o essencial (Comida, equipamentos para home office, utensílios domésticos e artigos de saúde). Mercados como turismo, entretenimento presencial (bares, cinemas, shoppings, entre outros) e vestimenta foram os mais afetados pelo recuo de consumo da população.


Em contra partida, com o avanço na vacinação em todo o mundo, e a reabertura do comércio, as pessoas desejam poder voltar a consumir normalmente. Na China, o último mês de abril foi o melhor mês de vendas de carros dos últimos 21 meses, transações imobiliárias tiveram crescimento de 37% frente o período pré-crise e 88% dos hotéis já estão recebendo hóspedes.


Todos esses setores vendem produtos e serviços que não são imprescindíveis e fazem parte do mercado da Economia de vingança.


Portanto, as empresas precisam estar preparadas para esse novo boom, buscando formas de se diferenciar no mercado e facilitar os canais de consumo dos potências clientes.


No que investir?


Para os clientes, é necessário procurar formas de se diferenciar no mercado, através de novos layouts nos canais digitais, melhoria no atendimento, opções de pagamentos variadas e atuais, além de uma grande quantidade de produtos em estoque. Já no que diz respeito aos funcionários e sistemas dentro das empresas, recomenda-se a utilização de um software ágil, com funcionalidades como análise e organização de dados, relatórios de desempenho, gerenciamento de estoque e expedição, gestão de despesase soluções inteligentes.


Como se preparar?


O primeiro passo é identificar quais serão os mercados cujo o crescimento será maior. Segmentos como vestuário e turismo estão entre os que se destacam, muito devido a baixa que eles tiveram durante esse período crítico e perspectivas de avanço com a retomada.


É importante também levar em conta que muitos consumidores foram obrigados a aderir o perfil de compras online, e uma vez que perceberam as vantagens que esse tipo de serviço oferece, devem continuar consumindo através desse canal, apesar do retorno as atividades presenciais do comércio. Portanto, um bom sistema operacional para auxiliar nas buscas e funcionamento do seu negócio é imprescindível.


Onde as pessoas vão gastar esse dinheiro?


Essa é a pergunta de US $ 1,5 trilhão!

Durante o período da pandemia, as pessoas se viram obrigadas a ficar em casa. Com a melhora no número de casos e avanço da vacinação, a tendência é que haja um grande retorno as atividades fora de casa, retorno aos escritórios de trabalho e o crescimento do turismo. Todas essas atividades estão relacionadas a vestimenta, já que por um grande período os consumidores não focaram seus recursos nesse segmento (apesar do crescimento do e-commerce, ainda assim, a queda nesse mercado como um todo foi notável) e agora devem procurar renovar o guarda-roupa.


Esse segmento, sem dúvida, foi o que mais cresceu em vendas online no último ano. Dentre os meses de janeiro e março de 2021, foram registrados cerca de R$ 134 milhões faturados, e um crescimento de 244% em números de pedidos referentes ao mesmo período no ano de 2020, de acordo com a Nuvemshop – plataforma de desenvolvimento de e-commerce. Esse fato só reforça que apesar da volta dos consumidores às lojas presenciais, o e-commerce vestuário veio para ficar e deve liderar a retomada do segmento.


Quando pensamos na volta das aulas presenciais em escolas e faculdades, é importante pensar em quais mercados isso pode impactar. Esse período em isolamento nos mostrou o potencial e relacionou os estudos cada vez mais aos meios digitais, que devem ser acessados através de tablets, notebooks e smartphones, artigos que há um tempo atrás, em muitos casos, não faziam parte do planejamento de recursos das instituições de ensino.


Agregue os pontos acima a necessidade de compra de materiais escolares, livros e relacionados, Supply Chain escolar e transporte escolar, temos uma enorme gama de segmentos envolvidos nessa retomada.


Outro nicho que deve presenciar uma retomada é o turismo. O desejo de viajar, conhecer lugares novos e visitar parentes que moram distante, cresceu mais do que nunca durante a fase de reclusão. Esse mercado espera um grande volume de aquisições e já oferece promoções para poder angariar ainda mais share de mercado.


Segundo uma pesquisa feita com 7 grandes empresas envolvidas no mercado de turismo, apesar do grande crescimento previsto para 2022 comparado ao últimos 2 anos, apenas em 2023 os números deverão ser condizentes ao pré-pandemia. Os principais destinos que os consumidores estão procurando também mudou: ao contrário da tendência do ano de 2019, cujo notou-se uma procura maior por viagens internacionais e turismo focado metrópoles, o carro chefe dessa retomada serão as viagens em busca de natureza e sustentabilidade em território nacional.








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